Projeto Cultural "Clarabóia"
Oficina De Teatro Para Arte Educadores


Multiplicador
- Oficina de Teatro para Arte-Educadores
- Oficina de Teatro para formação de Monitores


Objetivo Geral:
O Teatro como recurso pedagógico (educação ampla)


Objetivo Específico:
Através de oficinas, repassar técnicas básicas de teatro, pesquisa sobre o teatro na educação, estratégias terapêuticas e de formação de grupos, visão histórica, um laboratório vivenciado e com conteúdo apostilado, para uso do educador em sua prática do dia a dia.


Histórico:
A elaboração do Projeto Cultural Clarabóia tem como referencial cursos específicos paralelos, pesquisas durante vários anos (vide bibliografia) e experiências práticas anteriores como:
- Projeto MARTE (Manifestação de Artes - Universitários da Mauá - 1971 a 1974)
- TEMBA (Teatro Escola Municipal de Belas Artes - 1972 a 1975)
- Curso Permanente de Iniciação Teatral (Casa da Cultura - 1978 a 1979)
- Projeto Teatro nos Bairros (Parques Infantis - 1979)
- Teatro Educativo na Periferia (Campanha do Leite USP/UNAERP, Bairro da Lapa)
- Projeto Teatro nas Escolas (com a atriz Berta Zemel)
- Iniciação Teatral e Programação de Teatro Infantil (Teatro Municipal de Batatais - 1982 a 1983)
- Oficina de Teatro (Operários da JUMIL Batatais - 1982)
- Mostra de Teatro Infantil (Teatro Municipal de Batatais - 1979 a 1982)
- Teatro como recurso pedagógico na FEBEM U.E-4 de Batatais (formação do GRUPIM - Teatro Educação - 1978 a 1984), com excelente retorno em termos de educação ampla.
Experiências estas, somadas a um trabalho sem interrupções desde 1971 (vide currículo), demonstrando pela teoria e prática, a importância do teatro como recurso educacional pelo interior do Estado, na Baixada Santista e Sul de Minas, em escolas, instituições assistenciais e público em geral. Palestras, seminários, cursos, apresentações, etc., foram feitas atingindo desde o "sem escolaridade" até o "universitário" , independente da condição social.


Etapas
Duas etapas importantes são observadas: implantação e expansão.

Implantação - Graças ao apoio da então Divisão Regional de Promoção Social - DRPS - da Secretaria de Estado da Promoção Social, aconteceu sua implantação em 1987 com a criação do Grupo de Teatro das Casas de Bethania, integrado por crianças de 10 a 14 anos de idade, o qual passou a funcionar como agente motivador, despertando a atenção de educadores. Em 1988 implantamos as Oficinas de Teatro para Arte Educadores, (laboratório de técnicas de teatro, vivenciado e apostilado) no Teatro Municipal de Ribeirão Preto e até 1990 como Oficina Permanente, atendemos 41 entidades sociais, obras conveniadas de Ribeirão Preto e 15 outros municípios da região, os quais enviavam monitores ou educadores, integrantes das oficinas. Neste mesmo ano, o Projeto Cultural Clarabóia, além de congratulações da Câmara Municipal de Ribeirão Preto, cumprimentos da Secretaria de Estado da Promoção Social, foi reconhecido pela extinta FUNDACEN (INACEN), como Projeto Pioneiro, passando a receber subsídios técnicos tais como publicações e especialistas. Passamos então a promover os "Encontros sobre Teatro na Educação", com a participação dos alunos e técnicos não só da FUNDACEN como também da região, numa revisão permanente de postura. Pela DRPS, contávamos com uma Equipe Técnica da qual fazíamos parte, como retaguarda promocional, contactando obras sociais - divulgação e convites.

Expansão - No início de 1991, houveram mudanças na Diretoria Técnica da DRPS, mudando também a prática. Ficamos sem a retaguarda da Equipe Técnica, até então de grande valia, passando a nos comunicar diretamente com a D.T. Apesar da perda, o fato nos forçou a estabelecer parcerias (convênio com a Secretaria de Estado da Cultura, pelas Oficinas Culturais da região de Ribeirão Preto e São Carlos; Prefeituras Municipais, pelos Departamentos de Educação e Cultura e Universidades), ampliando a demanda.
O Projeto atendia como prioridade as obras assistenciais, passando a atender educadores e interessados de um modo geral. As oficinas foram montadas no próprio local solicitante, atendendo a cidade e sua micro-região, numa média de 90 a 120 alunos por ano. Em diversos municípios, o objetivo multiplicador foi plenamente alcançado.
As oficinas, mesmo ministradas em 90% para professores ou alunos do magistério, culminaram na formação de grupos atuantes: Alendalenda e ramificações - Matão, GECA (Grupo Estudantil de Comunicação Artística) - Patrocínio Paulista, Clarabóia I - Serrana, Erumaveis - São Simão, os quais continuam reproduzindo o conteúdo de nossas oficinas.
Em Ribeirão Preto, num curso oficial, autorizado pela C.E.N.P. da Secretaria de Estado da Educação, para 46 técnicos, P.III, P.II e P.I, provocamos um profundo questionamento quanto à Educação Artística da maneira como é ministrada nas escolas (vide avaliações).
Além dos grupos, as técnicas aprendidas em sala de aula são aplicadas por muitos profissionais da educação e estudantes, segundo dados obtidos.
Na UNI - MAUÁ, por mais de dois anos as Oficinas do Projeto Clarabóia, foram ministradas em caráter permanente, como extensão universitária à todas as áreas, não restritas apenas aos universitários e sim abertas à comunidade, com amplo sucesso (vide avaliações), e só interrompidas por assumirmos a Administração do Teatro Municipal de Ribeirão Preto.
Ainda na UNI - MAUÁ, provocamos o renascimento do Movimento "Teatro Universitário" - TEMA (Teatro Mauá) com a remontagem da peça "O Inspetor Geral" reunindo grande parte do mesmo elenco de 1971.


Justificativa:
Trabalhamos com o Teatro Convencional e Teatro na Educação, desde meados de 1971, organizando oficinas dirigidas à diversas faixas etárias, graus de escolaridade e condições sociais, com resultados altamente positivos quanto a melhoria do rendimento escolar e aprendizagem geral, estimulando o cognitivo, equilíbrio emocional, sensibilidade, criatividade, discernimento, senso crítico, sociabilidade e muitos outros benefícios através da auto descoberta, confiança em si mesmo, mudança de postura que o teatro pode oferecer.
Pesquisando, participando de grupos, formando e desenvolvendo outros, organizando cursos, eventos culturais, seminários, palestras, espetáculos, acumulou-se farto e precioso material teórico e prático de técnicas de teatro, pronto para ser repassado através de laboratório vivenciado e apostilado.
A vivência junto às casas de espetáculos, escolas, entidades assistenciais e outros locais com propostas de educação para a vida, o contato sempre direto com educadores, verificando e constatando o desejo, a vontade que muitos - principalmente da área de Educação Artística, Letras e Educação Física e monitores de jovens - tinham de trabalhar com o teatro junto aos seus educandos, porém carecendo de orientação técnica adequada e direta, desconhecendo bibliografia específica. Sabemos de algumas tentativas, infelizmente quase sempre para atender o malfadado calendário de festinhas escolares, ou por necessidade de satisfação do ego, num processo errôneo, expondo crianças à situações muitas vezes traumatizantes, pois como sabemos, o teatro mexe com o emocional, podendo ser uma faca de dois gumes.
De outra parte, a carência de profissionais capacitados com conhecimento psico-pedagógico, ou especializados em Arte-Educação, torna o processo formativo ou de desenvolvimento indivíduo/grupo, grupo/indivíduo quase nulo, pela falta de seqüência. Toda atividade consciente desenvolvida por um bom profissional, tende a acabar quando ele, por motivos vários, se desliga daquele núcleo educacional.

Por estes e outros motivos, sentimos a necessidade de um Projeto Multiplicador, o qual, através de oficinas vivenciadas, ampliar o currículo do professor, pelo repasse de: técnicas básicas de teatro, estratégias para formação de grupos e todo material acumulado em décadas de pesquisas, trabalhos práticos - que não se encontram editados - como um suporte a que o educador no seu trabalho possa fazer uso do teatro, excelente recurso pedagógico e de educação ampla, organizando e orientando de forma mais adequada o seu próprio laboratório.


Oficina De Teatro Para Arte Educadores

a- PÚBLICO ALVO: Educadores de um modo geral. Interessados no fazer teatral - professores da rede de ensino, monitores de entidades sociais, grupos de jovens, universitários, alunos do magistério, grupos de iniciação teatral, etc.

b- TURMAS: máximo de 15 alunos;
mínimo de 10 alunos por turma.

c- CARGA HORÁRIA: 52 horas/aula - primeira etapa - distribuídas em 13 encontros de 04 horas cada, com intervalo de 10 minutos - mínimo de 01 encontro semanal.

Todo projeto cultural levado à sério, é dinâmico.
Pretendemos muito mais: a história não pára, não se repete; daí novos projetos.

d- CONTEÚDO: Oficina vivenciada e apostilada.
OBS.: Três fases básicas desenvolvidas simultaneamente, graduando-se as dificuldades ou desafios, no decorrer dos exercícios práticos, no laboratório de técnicas de teatro do qual todos participarão.
I) Laboratório de técnicas
II) Terapia e estratégias para formação de grupos
III) Contatos diretos com outras experiências. Visão histórica dos principais momentos do teatro no Brasil. Pesquisas sobre o teatro como recurso pedagógico.
d.1- LABORATÓRIO: (Técnicas básicas)
Criatividade individual e coletiva
Reformulações de conceitos
Equilíbrio emocional (razão - emoção, real - irreal)
Desinibição, expressividade
Domínio de palco, postura e ocupação de espaço cênico
Expressão oral e corporal
Dicção, ritmo e volume de voz
Criação de tipos, incorporação de personagens
Memorização
Concentração, improvisação e descarga de tensões
Sensibilidade, discernimento
Conceitos próprios, crítica e auto crítica
Interpretações e projeções
Leitura branca e interpretativa
Relaxamentos
Terapia individual e em grupo, etc.
d.2- IDENTIDADE DE GRUPO:
Auto descoberta, auto confiança e inter grupal.
d.3-RECICLAGEM:
Revisão de posturas
Troca de experiências

e- ESTRATÉGIAS:
De acordo com os critérios da parceria (promotor / coordenador): Divulgação, inscrições, avaliações e relatórios.
Local: sala ampla com palco, anfiteatro, clubes, salão paroquial, teatro, etc.
Custos: Hora / aula no mesmo valor das oficinas culturais do Estado ou à combinar.

f- AVALIAÇÃO:
Além das avaliações de praxe constantes de relatórios finais, todas as turmas farão avaliações individuais em formulário próprio do Projeto Cultural Clarabóia, idêntico ao que é feito pela C.E.N.P. (Coordenadoria de Estudos e Normas Pedagógicas) da Secretaria de Estado da Educação, muito útil para a nossa própria reciclagem.

g- RECICLAGEM:
Independente da oficina patrocinada, mantemos um cadastro individual de cada aluno, com dados pessoais para contatos posteriores e envio de materiais específicos (textos, monografias, pesquisas sobre teatro na educação, etc.) subsidiando-o no seu trabalho através de biblioteca própria do Projeto Cultural Clarabóia.

David Cabral
"Projeto Cultural Clarabóia"
Rua Isaias José Ferreira, 1040
Palmares - Ribeirão Preto - SP
CEP 14092-180
TEL (016) 624-5048
e-mail: douglascabral@cpfl.com.br